De todas as palavras do vocabulário do técnico Mano Menezes, 'coerência' sempre foi uma das mais usadas. Entretanto no comando técnico da seleção brasileira, não faz jus ao mantra que entoou na maior parte de sua carreira. Mano Menezes começou dizendo que a seleção deveria ter 'enfrentamentos' contra as maiores escolas de futebol do mundo. Sim, o Brasil até chegou a enfrentar grandes seleções como Argentina, França, Holanda e Alemanha. Perdemos para argentinos, alemães e franceses e empatamos contra os holandeses. O primeiro triunfo contra um 'grande', veio diante dos argentinos na Copa Rocca. A seleção brasileira venceu por 2 a 0. Cabe a ressalva que tanto o time canarinho como o portenho só puderam contar com jogadores que atuam nos seus respectivos países. Grande parte dos maiores talentos das duas equipes atuam na Europa. Além do retrospecto ruim contra seleções tradicionais, o Brasil enfrentou (e venceu) times com menor tradição como Escócia, Costa Rica e Gabão. Isso sem contar com a pífia campanha na Copa América. Enfim, para o selecionado brasileiro 2011 foi um ano para se esquecer.
- 28 de fevereiro, na Suiça, contra a Bósnia.
- 26 de maio, em Hamburgo, Alemanha, contra a Dinamarca.
- 30 ou 31 de maio, em Boston ou Washington, contra os Estados Unidos.
- 3 de junho, em Dallas, nos EUA, contra o México.
- 9 de junho, em New Jersey, nos EUA, contra a Argentina.
A agenda da seleção em 2012 começa com adversários relativamente fracos. Todavia, não é a escolha dos adversários que é incoerente, mas sim o fato de, em um ano de Olímpiada, o Brasil colocar seu time principal em campo nesses amistosos. Afinal, 'renovação' e 'protagonismo' não eram as palavras de ordem na seleção brasileira quando Mano Menezes assumiu? Na Copa América, única competição oficial de Mano à frente da seleção, a média de idade do grupo era de 26 anos. Na Copa de 2010, era de 28,7 anos. Apenas dois anos e sete meses a menos. Pouca renovação e muito discurso. Foi o que vimos até aqui.
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